Operação Castelinho de Alckmin

Geraldo Alckmin é o típico político que se preocupa demais com a mídia. Quando governador, recebia diariamente – logo às 6h da manhã – um clipping completo encadernado sobre todas as notícias referentes ao seu governo e política em geral. Era lá que Alckmin via o que ia bem e o que ia mal em sua administração. E, em se tratando de São Paulo, a violência era sempre um problema recorrente.

Em 2001, à beira de uma crise na segurança pública, Alckmin precisava dar uma resposta à sociedade sobre a qualidade de sua polícia. Ele queria impactar a imprensa com uma ação bombástica e com isso mostrar que em São Paulo o Estado é quem mandava. Não os bandidos.

Foi então que a polícia passou a recrutar presos nas penitenciárias para atuarem como agentes infiltrados em organizações criminosas. Mas o plano de espalhar agentes ‘secretos’ pelas cadeias não deu lá muito certo. O tiro saiu pela culatra no dia 5 de março de 2002.

Durante uma ação na Rodovia Castelo Branco, próximo de Sorocaba, esse grupo de Alckmin matou 12 (supostos) integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) que viajavam num ônibus para, segundo informações da polícia, assaltar um avião pagador. Mas tudo não passou de uma cilada préviamente armada.

Fortemente armados, os policiais invadiram o ônibus e fuzilaram todos os que lá estavam. O caso ficou conhecido como “Operação Castelinho”. O claro objetivo de Alckmin era causar, com a ação, uma sensação de segurança na sociedade e recuperar a confiança na polícia e na política de segurança pública que estava desacreditada. A atitude causou indignação de entidades nacionais e internacionais de direitos humanos que classificaram o ato como um atentado contra os direitos humanos.

Alckmin é isso. Tudo por uma manchete positiva no jornal. Mas às vezes o plano não sai como se pretende, né?

Operação Castelinho. Passou, mas a gente não esquece.