Alckmin: ineficiência e falta de visão

Em 2007, ao assumir o governo do Estado, José Serra, anunciou a criação do PRO-URBE, um programa de incentivo ao investimento em áreas urbanas degradadas, como a região da Nova Luz na cidade de São Paulo e o Alegra Centro de Santos. Foi uma forma encontrada pelo Estado para que as empresas recebessem os seus créditos acumulados do ICMS que é imposto estadual. Dois anos antes, em 2005, o então prefeito José Serra também anunciou o Programa de Incentivos Seletivos para revitalizar a região da Estação da Luz, no Centro da Capital. O programa municipal envolvia redução do IPTU, do ITBI e do ISS para as empresas que se instalassem numa das áreas da cidade melhor dotada de infra-estrutura, o centro, embora estivesse degrada por causa das drogas. O plano de incentivo fiscal do então prefeito Serra entusiasmou os amantes da cidade.

Mas não deve ter agradado o então governador Geraldo Alckmin pois a utilização do ICMS no programa só ocorreu depois de José Serra ser eleito governador. Aliás, depois de eleito governador Serra pode tomar esta medida e inúmeras outras que contribuiriam para melhorar a eficiência fiscal do Estado de São Paulo. Tanto que São Paulo sobreviveu à crise econômica mundial de 2009. Mas no caso do Centro da Capital, a proposta de transformar a região em uma Nova Luz perdeu tempo. Certa vez, até o governador Serra, em discurso, manifestou seu espanto diante do absurdo. Isso porque tanto no caso da cidade de São Paulo como do Estado, a compensação com a renúncia fiscal viria do aumento da arrecadação decorrente do incremento da atividade econômica na região.

No caso da cidade de São Paulo, o PRO-URBE e o Programa de Incentivos Seletivos eram complementares. E ainda foi aberta a possibilidade para as empresas que não eram contribuintes do ICMS participarem por meio da aquisição destes créditos de empresas contribuintes do ICMS. O potencial de investimento que poderia ser alavancado pelo PRO-URBE foi estimado pelo governo em R$ 3 bilhões. Enquanto o governo honraria um passivo do Estado, direcionando seu uso da forma mais produtiva possível para o desenvolvimento do Estado, o centro da Capital e de Santos onde já existia legislação aprovada permitindo o uso imediato dos incentivos fiscais seriam beneficiados e com isso toda a população.

Os dois programas não envolviam uma engenharia fiscal que ferisse qualquer legislação, muito menos promoveriam a guerra fiscal. Mas eram incentivos fiscais e de investimento com todos os ingredientes capazes de mudar a realidade imediata de uma região que, na Capital de São Paulo, tornou-se sinônimo do crack.

Ao elaborar um programa contemplando esses dois tipos de incentivos, o objetivo foi abrir a possibilidade de o empreendedor decidir como o incentivo seria usado de forma mais adequado para o seu bolso. No caso dos incentivos da Prefeitura paulistana, com prazos de validade de até 10 anos, significariam que, um investidor que aderisse ao programa em 2014, poderia receber os incentivos até 2.019.

Ainda neste início de 2010, Prefeitura paulistana e o Governo paulista continuam insistindo na recuperação da região da Luz. O processo de revitalização da região recebeu uma injeção de recursos da ordem de R$ 3,6 milhões, captados da iniciativa privada pela Operação Urbana Centro, que reúne 14 entidades da sociedade civil, entre elas autarquias e secretarias públicas e organizações não-governamentais (ONGs).

O objetivo é que a verba seja destinada a desapropriações. Além disso, a Prefeitura criou um edital de habilitação para obtenção de incentivos fiscais na região da Nova Luz. As entidades que representam as empresas do setor de tecnologia estão dispostas a apostar no projeto.

Os recursos da Operação Urbana Centro foram empenhados na desapropriação de terrenos localizados em duas quadras na rua dos Gusmões. No local serão construídos dois prédios residenciais de interesse social pela Companhia de Habitação e Desenvolvimento Urbano (CDHU) do Governo paulista, em convênio com a Prefeitura e a Caixa Econômica Federal (CEF). A idéia é que, com pessoas residindo na região, seja dado mais um passo para a revitalização da Cracolândia.

A Prefeitura estima gastar até R$ 12 milhões com a elaboração do projeto urbanístico para a revitalização da Cracolândia, rebatizada de Nova Luz. O início das obras está previsto para 2011. Além de construir conjuntos habitacionais, o Governo deve construir uma escola técnica na mesma região.

Ciro Gomes agride povo em comício

O vídeo abaixo contém cenas fortes e não deve ser acessado por crianças. É o deputado Ciro Gomes, do PSB,  em ação. Foi visto só 831 vezes até agora. É uma injustiça. Tal desempenho merece maior audiência. Ah, sim: a sigla costuma vir acompanhada do estado. Ciro, agora PSB-SP, parece, cansou-se de ser cearense e decidiu ser paulista. Sua mãe não gostou. Vejam o vídeo. Volto em seguida.

Como viram, o valentão fazia um comício na cidade cearense de Carnaubal, no ano passado. A candidatura de sua aliada local tinha sido cassada sei lá por quê, e ele estava lá para anunciar o novo postulante. Alguns opositores locais protestavam. Este grande líder nacional, que diz querer criar uma “nova hegemonia moral e intelectual no país” — um de seus companheiros de trajetória é o moralista e intelectual Paulinho, da Força Sindical (o conjunto rima com Polícia Federal) — não se faz de rogado: dá cinco minutos para seus adversários sumirem dali.

Cinco minutos??? Vocês sabem: Ciro tem o mesmo estilo celebrizado por aquele outro almofadinha do coronelismo, o que dizia ter “aquilo roxo”. Achou que cinco minutos depunham contra a sua macheza. Então ele faz o quê? Parte, aparentemente sozinho, para pegar seus adversários no braço e lhes mostrar, com todos os hematomas da teoria, o que vem a ser, na prática, uma “nova hegemonia moral e intelectual”. Ciro atribui este seu conceito ao teórico comunista italiano Antonio Gramsci. Mais ou menos… Assim como a pedagogia da porrada é uma coisa típica de Ciro Gomes, a “nova hegemonia moral e  intelectual” destituída de um sentido de classe — que é a coisa de que Gramsci tratou — é puro Ciro Gomes. Essa bobagem, portanto, não pode ser atribuída a Gramsci, mas ao valentão que a gente vê acima.

Muitos de vocês foram importunados na universidade pela semiótica — geralmente, “semi-ótica” por conta da incompetência de “mestres” da área —, mas foram despertados ao menos para a necessidade de analisar o que  eles chamam de um “discurso” na sua inteireza, em todas as suas “linguagens”. No caso do vídeo, reparem como Ciro foi se tornando aquilo que estava destinado a ser. Ele já foi uma espécie de “enfant terrible” da política: alguns queriam que dissesse verdades essenciais com seu jeitão  briguento e retórica grandiloqüente: uma mistura de Rui Barbosa com Dado Dolabella.

Lembro-me que Caetano Veloso chegou até a elogiar a sua beleza, imaginem… Em defesa do cantor baiano, noto: faz tempo, muito tempo. É que a minha memória é muito boa. À época, se não me engano, o alvo da apreciação foi o pescoço “forte” de Ciro… O tropicalismo sempre teve requebros febris, mas também certa sutileza. Caetano não elogiou o que estava sobre o pescoço, é bom notar. Não que eu me lembre.

Machado de Assis — ou o Bentinho de Dom Casmurro — tinha dúvidas se a Capitu da Praia da Glória (a adulta, que ele acusava de adúltera) já estava dentro da menina espevitada da Rua Matacavalos ou se esta havia se transformado naquela em razão de “algum fator incidente”. Não sei… Este Ciro que a gente vê, com este físico típico de um coronel das antigas, com aquela pança arrogante e mandona, que resolve as querelas políticas no braço, já estava dentro daquele Ciro do Caetano? Eu acho que a resposta é positiva, assim como “a fruta está dentro da casca”. Observem que, quando ele parte para resolver o problema na base da velha hegemonia do punho, um segurança — ou coisa assim — corre atrás. Outros certamente havia. A gente sabe como se dá esse tipo de valentia…

Foi a primeira vez que ele pôs em risco a segurança de muita gente ao acirrar os ânimos num comício, em vez de acalmá-los? Não foi, não! Já demonstrou outras vezes como age um verdadeiro machão da nova hegemonia moral e cultural, pouco importa que haja ali uma pequena multidão, crianças inclusive. É que seu sangue é quente, e sua língua, imensa.

A de Gramsci era a hegemonia de classe. A de Ciro pode ser sem classe mesmo. Incapaz de entender o que os comunistas escreveram sobre luta de classes, Ciro se contenta com um arranca-rabo.

Obediente às ordens de Lula, a exemplo dos últimos sete anos, Ciro transferiu seu título para São Paulo, onde pretende inaugurar este novo estilo de fazer política, que poderia ser definido como “Deixa, que eu bato”. Mal posso esperar por cena parecida. Imagino Ciro partindo pra porrada, e Gabriel Chalita atrás, recitando versos de auto-ajuda de destruição de inteligência em massa. Será realmente um momento sublime da política paulista.

Depois disso, já pode ir para o programa A Fazenda. Mas como coadjuvante.

Texto do Reinaldo Azevedo

PT usando código de ética?

Saiu na coluna do Reinaldo Azevedo, da Veja, na última sexta-feira (18). Frente à punição dos deputados federais Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC) pelo Diretório Nacional do PT, Azevedo ironiza e cria um diálogo imaginário com um leitor “otimista”. Leia abaixo:

— Será, Reinaldo, que eles foram pegar dinheiro de Marcos Valério no Banco Rural?

— Besteira! Isso é permitido. Não dá punição.

— Então usaram recursos “não contabilizados” de campanha. Acertei?
— Bobagem! Isso é do jogo. Como você sabe, a campanha de Lula foi paga em moeda estrangeira, no exterior, com dinheiro de origem desconhecida.

— Já sei! Então integraram algum grupo de aloprados para fazer um dossiê falso contra adversários! Na mosca?
— Claro que não! Integrar grupo de aloprados é coisa tão importante, que todos aqueles que participaram daquela aventura eram do entorno do próprio presidente Lula. É coisa para gente graduada.

— Ah, então vamos ver: usaram, sei lá, a estrutura de um ministério, da Casa Civil por exemplo, para fazer outro dossiê contra adversários do governo.
— Errado! Quem faz isso acaba sendo considerado candidato natural à Presidência da República. Isso rende promoção no PT, jamais punição.

— Ah, então vai ver eles violaram o sigilo bancário de um caseiro. Coisa feia!
— Tolice. Isso não tem importância. Quem dá bola para caseiro?

O colunista logo esclarece o que os deputados fizeram de tão grave: eram contrários à descriminação do aborto. Simples assim. “Vocês entenderam direito e não precisam ler de novo”, avisa Azevedo, e continua: “defender o direito de um feto à vida, a depender de como seja feito, é incompatível com a ética petista. Eu já desconfiava que fosse assim”.

Mas que bela ética, não?

Desconstruindo um partido

“Se quiser pôr à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.” A frase dita há mais de um século e meio por Abraham Lincoln – o 16° presidente dos Estados Unidos – continua atual. E quando falamos de Brasil, ela pode ser utilizada diariamente para justificar as mazelas cometidas pelo PT nos últimos sete anos de Governo Lula. Como pode o partido da ética, da decência, da luta contra a corrupção e da moral se transformar na principal quadrilha engravatada da história do país?

Mas como não existe crime sem criminoso o primeiro passo do PT foi formar um time de peso, coeso e ciente do que seria possível fazer a partir do primeiro dia de mandato. A equipe foi montada e os planos arquitetados milimétricamente. O resultado? Um escândalo atrás do outro.

“Se há um governo que tem sido implacável no combate à corrupção, desde o primeiro dia, é o meu governo.” Luiz Inácio Lula da Silva

Retrospectiva dos crimes
CPI dos Bingos

Waldomiro Diniz, homem de confiança de José Dirceu, ministro-chefe da Casa Civil, é flagrado em vídeo extorquindo empresários com o objetivo de encher o cofre do PT.

Mensalão
Em entrevista à Folha de São Paulo, o deputado Roberto Jefferson (PTB) entrega a cabeça de José Dirceu. O crime: Compra de votos de parlamentares. Dirceu, então homem forte do Governo é desmascarado como sendo o líder do esquema. A ideia do PT em molhar a mão dos deputados era impredir a criação de processos de investigação, como o caso da CPI dos Correios.

O tesoureiro
Parceiro de Dirceu, Delúbio Soares – tesoureiro do PT – é acusado de pagar mesada de 30 mil reais aos deputados, o que faz desmoronar o discurso ético do partido. É o começo do naufrágio do governo Lula. Dirceu cai.

Valerioduto
Em depoimento, Roberto Jefferson afirma que os pagamentos do “Mensalão” estariam a cargo também do publicitário Marcos Valério. A grana era proveniente de empresas estatais e privadas, e que chegava em malas a Brasília, onde era então distribuída entre os deputados indicados por Delúbio.

Duda Mendonça
O publicitário de Lula, ex de Maluf, afirma à CPI dos Correios ter recebido dinheiro de Marcos Valério no exterior.

Lula sabia
Em meio a maior crise política recente da história do Brasil, Lula afirma categoricamente que não sabia de nada. Mas a crise começa a afetar a imagem do petista. Como um presidente não sabe o que se passa em seu governo? Ou é negligente ou é conivente. A desculpa de Lula não cola e mais de 55% dos brasileiros afirmaram acreditar que o presidente sabia dos esquemas de corrupção no seu governo.

Marido traído?
“Quero dizer a vocês, com toda a franqueza, eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento. Estou indignado pelas revelações que aparecem a cada dia, e que chocam o país. O PT foi criado justamente para fortalecer a ética na política”, diz Lula. Alguém acredita?

O falso Genoíno
Supremo Tribunal Federal aceita denúncia que acusa o deputado José Genoíno, uma das estrelas do PT, de ser integrante do bando do Mensalão. Ele e mais 11 pessoas respondem por crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha.

A vez de Palocci
Escutas telefônicas revelam que Rogério Buratti, o ex-secretário que acusou Antonio Palocci, ministro da Fazenda, de receber propina de empresas de lixo, fazia lobby no gabinete do ministro da fazenda: sabia quem se reunia com o ministro e marcava encontros para empresários.

Corrupção em Ribeirão
E a chuva de denúncias não para. Palocci é acusado de ser chefe de um esquema de corrupção na época em que era prefeito de Ribeirão Preto, Interior de São Paulo. O golpe era o seguinte: cobrava-se mesadas de cerca de 50 mil reais de empresas prestadoras de serviço da prefeitura. A verba era enviada diretamente aos cofres do PT. Palocci cai.

O caseiro
O caso complica para o lado de Palocci a partir da quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Ele foi testemunha de acusação contra Palocci. Segunda a denúncia, o petista se reunia com lobistas em uma mansão conhecida como “República de Ribeirão Preto”. Lá eram realizadas reuniões e encontros com prostitutas.

Celso Daniel
O assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, causa pavor na cúpula do PT. O caso é nebuloso e sobram suspeitas de que o crime tenha sido encomendado de dentro do próprio partido.

Grana de Fidel
Mais uma denúncia atinge o Governo do PT. Desta vez o partido é acusado de receber dinheiro de Cuba para a campanha presidencial de Lula.

Dilma 1
Dilma Rousseff, ministra-chefe da Casa Civil, manda sua secretária-executiva, Erenice Alves Guerra, preparar um dossiê com todos os gastos do ex-presidente Fernando Henrique e de sua mulher, Ruth, durante a gestão tucana. Além de encomendar o documento, Dilma vazou as informações para a imprensa.

Dilma 2
Cai a máscara da queridinha do presidente. Dilma manda parar as investigações da Receita Federal nas empresas da família Sarney. A denúncia é feita pela ex-secretária do órgão, Liva Vieira. O escândalo é um balde de água fria nos planos de Lula em eleger Dilma em 2010.

PT segura Sarney
A tropa de choque de Lula impede o processo de cassação do presidente do Senado José Sarney. Nem a mobilização da opinião pública faz com que haja abertura de processo para investigar Sarney na história dos atos secretos. Mais uma vergonha para o Brasil. Mais uma vergonha para o PT.

De fato, é muito crime pra pouco tempo de governo. Mas assim é o PT no comando. Uma história de 30 anos desconstruída em sete. Um partido irreconhecível e que a cada dia que passa mancha a imagem do Brasil.

O PT quer Petróleo

charge_lula_bilhete_pre-salO PT quer se dar bem a qualquer custo nas eleições de 2010. Mas como a coisa tá preta, o partido está apostando todas as fichas no petróleo. O partido quer porque quer aprovar as regras para explorar o Pré-Sal, transformando-o em plataforma na candidatura da dona Dilma na sucessão presidencial de 2010.

Agora a pergunta: Por que tanta pressa em aprovar regras de exploração sendo que não há tecnologia para extrair o petróleo do Pre-Sal?

Resposta: Voto, voto, voto.

O povo precis ficar esperto. E a oposição não pode deixar isso passar.

Palhaçada!

Duplinha de araque

Palloci2Campeã em derrotas, dona Marta Suplicy agora quer apoiar seu amigo de gangue (ops…partido) Antonio Palocci a concorrer ao governo de São Paulo em 2010. Nem bem terminou a pizza que livrou a cara de Palocci, na história da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo, o petista já mostra suas garras para cima dos paulistas.

VAMOS FICAR DE OLHO!

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