‘Dilma não se segura sem o Lula’, avalia José Aníbal

Diário do Grande ABC – Beto Silva

Em visita a Santo André na semana passada, quando fora realizado ato de credenciamento da Prefeitura andreense junto ao Sistema Paulista de Parques Tecnológicos, o deputado federal José Aníbal (PSDB-SP) afirmou que a ex-ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT ao Palácio do Planalto, “não se segura sem o presidente Lula”. “Não criou peso específico próprio. Até porque o trabalho de gestão dela no PAC deixou muito a desejar. De mãe foi virando madrasta”, frisou categórico o parlamentar. “E agora fizeram essa encenação toda de lançar o PAC 2, que virou piada, literalmente”, completou.

Aníbal pretende se candidatar ao Senado nas eleições. Mas ainda disputa internamente a preferência do partido com Aloysio Nunes, que deixou recentemente o comando da Casa Civil do Estado. O deputado disse que essa concorrência é “saudável” e aproveitou para criticar os dois senadores petistas, Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy. “São de oposição ao governo e ao Estado, porque viabilizam muito pouca coisa para cá.” Em entrevista exclusiva ao Diário, Anibal falou também do Mensalão do DEM do DF, de antecipação de campanha e da corrida pelo Palácio dos Bandeirantes.

DIÁRIO – Qual o motivo da visita a Santo André, deputado?

JOSÉ ANÍBAL – Desde que fui secretário de Ciências, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado, há dez anos, vejo essa vocação para o desenvolvimento que São Paulo tem. Inovar. Isso impõe a São Paulo uma série de desafios, dentre eles ter recursos humanos bem qualificados. Felizmente hoje temos uma rede de ensino técnico e tecnológico que está fazendo isso muito bem. Essa coisa me motiva muito porque é uma coisa puxando a outra. É uma necessidade do setor produtivo e ao mesmo tempo ter de disponibilizar a qualificação profissional, somando uma com a outra, além de grandes instituições de pesquisa e, agora, finalmente Santo André contemplada com esse parque tecnológico. E o Grande ABC se diferencia de forma prática primeiramente acolhendo indústria, depois com recursos humanos e agora dá esse novo salto, de inovação tecnológica.

DIÁRIO – Está trabalhando para concretizar a candidatura do senhor ao Senado?

ANÍBAL – Nós tucanos temos duas coisas já bem definidas: nosso candidato a presidente, José Serra, e Geraldo Alckmin como candidato a governador. Dia 10 de abril será o lançamento da candidatura à Presidência em Brasília e logo em seguida a do Geraldo, em São Paulo. As oficializações são nas convenções (de junho), mas já é certo que os dois serão candidatos. Com relação a mim, tenho meu nome colocado para a disputa ao Senado. E o PSDB vai apurar quem será o pleiteante, pois existem outros que gostariam de ser. Então vamos aguardar essa convergência. Porque é importante o PSDB voltar a ter um senador da República.

DIÁRIO – Essas escolhas influenciam na formação das chapas, das alianças de apoio. Tem espaço para todo mundo?

ANÍBAL – Certamente o (Orestes) Quércia sai candidato a senador pelo PMDB, nosso parceiro, e tem também o senador Romeu Tuma (PTB – que buscará a reeleição), que estará coligado conosco. Tem espaço para todos porque são duas vagas. É saudável que tenhamos candidatos que possam procurar ter a confiança do eleitor de São Paulo. O importante é que o partido volte a ter um senador que represente o Estado. Os senadores que São Paulo tem hoje, sobretudo os dois do PT (Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy) são de oposição ao governo e ao Estado, porque viabilizam muito pouca coisa para cá. O senador, independentemente da ligação com o governador, tem de batalhar recursos para o Estado dele. Nos programas do governo, nas propostas orçamentárias, acontece muito pouco porque não interagem com o governo.

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Os Alckmistas estão chegando…

"Alckmin aguarda o 'start' de Serra

Os Alckmistas estão chegando...

O ex-governador Geraldo Alckmin espera receber o quanto antes sinal verde de José Serra para começar a campanha ao Palácio dos Bandeirantes. Cautelosos para não passar a mensagem de que querem pressionar o governador, tucanos próximos a Alckmin avaliam que somente com a autorização poderão dar mais consistência às conversas para a montagem de uma coligação.

As expectativas do time do hoje secretário paulista do Desenvolvimento estão voltadas para o dia 31. Na ocasião, Serra planeja fazer um balanço de sua gestão, em um evento no Palácio dos Bandeirantes. Alckmin estará ao lado do tucano, assim como outros secretários. O ex-governador tem trabalhado pela sua candidatura e conseguiu consolidar o seu nome na disputa interna do partido. Até agora, entretanto, não foi chamado para uma conversa com Serra.

É esperar para ver…

Equipe alckmista torna o Estado de São Paulo refém das chuvas

Informações publicadas pelos principais jornais de São Paulo pelos sites estão alardeando a situação de risco das principais represas do Estado devido às chuvas fortes das últimas semanas. Fala-se muito que estas operações de abrir comportas e vertedouros é executada de acordo com critérios rígidos de segurança e que há um Plano Anual de Controle de Cheias do Sistema Interligado Nacional (SIN), coordenado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), órgão gestor da operação energética e hidráulica no País. Mas não há efetivas respostas a respeito da manutenção destes reservatórios e pouco se discute o plano de segurança para as populações a jusante destas represas, local para onde a água vai escorrer caso ultrapassem os limites de segurança.

A equipe de Saneamento e Energia do Governo do Estado e as empresas relacionadas ao caso como Sabesp, Daee, Emae e Cesp passam a impressão da mais absoluta falta de conhecimento prévio da situação. No entanto, ela é praticamente toda oriunda da gestão de Geraldo Alckmin. Nos dias atuais, vendo a possibilidade de ele ser de novo candidato ao governo paulista, cada um tem tirado sua lasquinha na administração José Serra porque não evitam o desgaste. Estão mantendo o hábito desenvolvido na administração Alckmin: não têm um prévio planejamento das ações pelas quais são responsáveis. Há uma notória falta de conhecimento prévio. Pena que se a bomba estourar não serão responsáveis. Apenas o atual governador será crucificado.

É que as chuvas contínuas e intensas das últimas semanas elevaram a quantidade de água armazenada em várias represas de São Paulo, especialmente as do sistema Cantareira, na zona norte da Capital, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Em outras regiões onde as represas são da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) desde o dia 31/12 aumentou a vazão defluente nas usinas hidrelétricas Ilha Solteira, Jupiá e Engenheiro Sergio Motta (Porto Primavera), localizadas na bacia do rio Paraná.

Segundo informa o site da Cesp, essa operação foi executada em decorrência das fortes chuvas verificadas e das que estão previstas para os próximos dias na região das bacias do rio Grande, Paranaíba, a montante de Ilha Solteira, e na bacia do rio Tietê. O volume de água que chega às usinas da Cesp aumentou porque os reservatórios dessas bacias estão com seus vertedouros abertos. Em relação à Ilha Solteira, a operação da Cesp vai fazer com que parte da vazão afluente seja retida no reservatório, resultando em aumento do nível do mesmo. Mas até quando poderão reter ninguém disse. Como não publicam as mesmas informações para as represas do Vale do Paraíba.

Já na represa Jaguari, a quantidade de água contida em dezembro de 2009 e nos primeiros dias de janeiro é excepcional, e, segundo a Sabesp, é a maior ocorrida nos últimos 70 anos. De acordo com a Sabesp, a água represada nos reservatórios do Sistema Cantareira tem ajudado a minimizar os efeitos das chuvas em muitas cidades, evitando inundações nas regiões ribeirinhas. O caso mais significativo é o das represas Atibainha e Cachoeira que, na última quinta-feira, 7, recebiam 50 m³ por segundo de água dos rios retinham cerca de 70% desse volume de água, deixando passar apenas 14 m³ por segundo para o rio Atibaia.

Para evitar novos alagamentos, a Sabesp pretende continuar usando a capacidade de armazenamento dos reservatórios para minimizar os efeitos das fortes chuvas, monitorando em tempo real a chegada de água às represas (pelas chuvas e rios que as formam) e as vazões necessárias.

Mas autoridades de Atibaia, Piracaia e Bom Jesus dos Perdões, no interior de São Paulo, trabalham em áreas de risco e preparam os moradores para possíveis consequências de chuvas previstas para a região até o fim da semana, segundo os jornais. Segundo a Sabesp, o Sistema Cantareira opera no limite, com 97,5% da capacidade. É bom lembrar que se chover mais, os reservatórios não conterão a água, o que afetará o nível dos rios e poderá provocar mais enchentes e inundações.

De acordo com relatos da prefeitura de Atibaia à imprensa, a situação pode ser pior do que a registrada nos dois primeiros dias de 2010, quando 500 famílias foram atingidas pelas enchentes. A vazão do Rio Atibaia está em 32 metros cúbicos de água por segundo, bem acima dos costumeiros 14 metros cúbicos nesta época do ano. Entre os bairros mais afetados estão o Parque das Nações e Jardim Kanimar. A Câmara de Atibaia apura a responsabilidade sobre a aprovação desses dois loteamentos em áreas de várzea.

Por enquanto, a situação é menos crítica em Bom Jesus dos Perdões, mas requer cuidados. Segundo o coordenador da Defesa Civil, Ormezindo Bueno, 19 famílias foram removidas na última semana do bairro Guaxinduva, próximo do Rio Atibainha. A prefeitura de Piracaia informou que a administração tem equipes, equipamentos e material para ações de prevenção e emergência. Em caso de emergência, quatro escolas em locais altos serão disponibilizadas para receber famílias.

Mas o ideal é que os antigos alckmistas entreguem seus cargos para técnicos e profissionais comprometidos com o Governo José Serra. Afinal, ninguém quer mais do mesmo na administração do Estado. A equipe alckmista já provou que, como o próprio, não são bons gerentes ou em planejamento. Pena é que está difícil a república alckmista largar o osso.