Enquanto isso, em Brasília

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Dilma: é natural mensaleiros voltarem ao comando do PT

Pré-candidata do PT à sucessão presidencial, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) minimizou neste domingo o possível retorno ao comando do partido de envolvidos no escândalo do mensalão, a maior crise do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ao votar no PED (Processo de Eleições Diretas), a ministra afirmou que a volta de petistas envolvidos no suposto esquema de compra de votos faz parte do processo democrático.

Para a ministra, como não houve nenhuma condenação, é “natural” que se eles exerçam seus direitos políticos. “Olha, eu acho que o PT está procedendo de forma correta. Você não pode adotar uma prática que ocorreu muito no Brasil ao longo dos últimos anos que era, ao contrario da conquista democrática do ocidente que havia que provar que uma pessoa era culpada e não a pessoa provar que era inocente. Até agora, nós não temos nenhuma dessas pessoas julgadas ou condenadas em definitivo, então, acho normal que elas exerçam seus direitos políticos. Ninguém pode se cassado a priori”, disse.

De Márcio Falcão, da Folha Online

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Do blog: Sim, Dilma, é muito natural.

Palocci nega ter conhecimento do mensalão e elogia Dirceu em depoimento à Justiça

200604031537510.palocciPor Márcio Falcão, na Folha. Comentários de Reinaldo Azevedo

O deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) afirmou nesta quarta-feira que só tomou conhecimento do mensalão pela imprensa e que nunca ouviu falar que parlamentares exigiam vantagens em troca de apoio ao governo durante votações no Congresso.

Em depoimento à Justiça Federal como testemunha do presidente do PTB, Roberto Jefferson no processo do mensalão, o ex-ministro da Fazenda disse que as reformas tributária e da Previdência realizadas no início do governo Lula exigiram intensas negociações políticas, mas sem troca de favores. Palocci disse que “nunca conheceu pessoalmente” o publicitário Marcos Valério, apontado como operador do suposto esquema.

“Tive conhecimento dos fatos divulgados em jornais da época e televisão. Não tenho conhecimento algum além do que fui publicado”, disse.

Palocci negou ter conhecimento de um esquema de compra de votos no Congresso, ao ser perguntado se o ex-deputado Jose Janene (PP-PR) –investigado no inquérito do mensalão– tinha exigido nos bastidores alguma vantagem para votar a favor do governo.

“Nem o deputado José Janene nem nenhum outro parlamentar exigiu recompensa financeira para apoiar o governo. As reuniões eram de cunho político para saber como realizar uma reforma tributária e da previdência. Nunca tratavam de coisa alheia a esse tipo de discussão.”
Questionado sobre a influência do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), que é um dos réus do mensalão e acabou com o mandato de deputado federal cassado, Palocci disse que tinha um “bom conceito” sobre ele e que o ex-ministro não exercia funções partidárias desde que foi para o primeiro-escalão do governo.

“Não [ tinha influência]. Desde que se tornou ministro em 2003, ele [Dirceu], até onde eu tenho conhecimento, não desempenhava funções partidárias”, afirmou.

Segundo Palocci, o relacionamento dos dois começou há 29 anos motivado pela fundação do PT e que foi intensificado pelos cargos que ocupavam. “Tínhamos um relacionamento partidário e no governo porque participávamos de áreas fundamentais. Ele era bastante profissional. Se dedicava intensamente ao governo. Nosso contato era frequente por causa da crise econômica que exigia um trabalho político e econômico. Ele era um homem bastante responsável em suas atribuições e bastante dedicado”, disse.

O ex-ministro da Fazenda reconheceu que ocorreram reuniões no Palácio do Planalto, na Casa Civil, no Ministério da Fazenda, na residência oficial da Câmara para tratar da reforma. Segundo Palocci, não havia espaço para nenhuma discussão que fugisse do caráter político da tramitação das matérias.

“Eram reuniões públicas que compareci algumas dezenas. Reuniões com lideranças para negociações das reformas tributária e da Previdência”, disse.

Para o deputado, a aprovação das reformas foi motivada pelo compromisso do governo, de governadores e lideranças partidárias. “Eram reformas muito difíceis e as negociações envolviam todas as lideranças e ministros da área. Nunca se pode falar em consenso em reformas dessa natureza, mas houve um compromisso de governadores, líderes para levar essas reformas juntos ao Congresso. Todos assumiram o compromisso político.”

Palocci usou a expressão “não me recordo” para as perguntas dos advogados sobre a posição da bancada do PP durante a votação da reforma tributária e ainda sobre uma possível ligação de Janene, durante uma reunião no Palácio do Planalto, para saber o posicionamento do governador Roberto Requião (Paraná) sobre a reforma tributária.

Dilma
O depoimento de Palocci ocorre um dia depois da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) também ser ouvida pela Justiça Federal no caso do mensalão. Dilma foi testemunha de Janene e Roberto Jefferson e disse que não sabia da existência do mensalão. Ela ainda saiu em defesa de Dirceu dizendo que ele era injustiçado.

Além da ministra, outros integrantes do primeiro-escalão do governo Lula terão que dar esclarecimentos à Justiça por causa do mensalão. O presidente Lula também foi indicado como testemunha de Janene e Roberto Jefferson. Também serão ouvidos o vice-presidente José Alencar e os ministros Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e José Pimentel (Previdência).

Comento
E daquela casa de lobby em Brasília? Palocci já ouviu falar?

E do caseiro Francenildo, já?

E de quebra de sigilo do caseiro Francenildo?

Esses depoimentos, vá lá, fazem parte do jogo, mas são inúteis, não? Ou alguém imagina um petista graúdo chegando lá e afirmando: “É, verdade, sim! Havia mensalão mesmo!”?

Dilma no banco dos réus

07_MHG_pais_dilmarousseffaA toda poderosa do governo vai se juntar aos réus Roberto Jefferson e José Janene. Dilma Rousseff foi arrolada no processo do Mensalão, um dos maiores escândalos de corrupção da história do Brasil. A confirmação partiu do Supremo Tribunal Federal (STF).

A pré-candidata do PT à presidência da República prestará depoimento na próxima terça-feira (20/10), às 18h, na 12ª Vara Federal do Distrito Federal. Dilma será testemunha do presidente do PTB, Roberto Jefferson, e pelo ex-deputado federal José Janene (PP).

Dirceu bota as maguinhas de fora (de novo)

20090918_7188_jose_dirceuO ex-todo-poderoso do Governo do PT quer reassumir o cargo. José Dirceu, um dos principais articularores do escândalo do Mensalão, já dita quais serão os rumos do partido para as eleições de 2010.

Nesta semana Dirceu afirmou que o PT deve se apressar para lançar o nome da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, como candidada à Presidência. Tudo por conta da possível candidatura do deputado-federal Ciro Gomes, outro que tentou se aventurar em São Paulo mas logo percebeu que não teria chance na disputa pelo Governo Paulista.

Ao que tudo indica, Dirceu – aos poucos – vai ganhando força dentro do PT, um partido que a cada dia que passa subestima a inteligência dos brasileiros.