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Mercadante diz que PT quer aliança com PSB em SP e que Lula não pediu sua candidatura

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) afirmou nesta quinta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pediu sua candidatura ao governo de São Paulo e que o partido mantém interesse em fazer aliança com o PSB no Estado.

“O nome que ele [presidente Lula] sinalizou é o do Ciro Gomes”, afirmou.

Mercadante não respondeu se sairá candidato a governador caso Ciro não seja o nome do partido para São Paulo, e afirmou que disputará novamente uma cadeira no Senado em 2010.

Apesar dos planos do PT de emplacar Ciro Gomes como candidato ao governo de São Paulo, o partido sustenta o discurso de que o deputado cearense tem o direito de se lançar candidato à Presidência da República.

O ex-ministro José Dirceu afirmou que a possível candidatura de Ciro não vai desviar votos da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). “A Campanha de Dilma tem apoio da maioria dos partidos”, disse Dirceu.

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Paulo Skaf anuncia pré-candidatura ao governo de SP

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf (PSB), anunciou ontem em Recife sua pré-candidatura ao governo paulista, após participar de uma reunião de quatro horas com o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos.

Eu me sinto na plenitude do meu direito de me candidatar, num momento em que as pessoas querem renovação, disse Skaf, filiado ao PSB desde 2009.
A decisão de Skaf foi anunciada dois dias antes da visita do presidente Lula ao Estado. No encontro, deve ser discutida a situação do deputado federal Ciro Gomes (PSB), pré-candidato à Presidência. Ciro volta nesta semana do exterior.

O PT deseja que o deputado se candidate ao governo de São Paulo, o que deixaria Skaf de fora da disputa. A pedido de Lula, Ciro transferiu seu domicílio eleitoral para a capital paulista. Na véspera do encontro, lideranças petistas aumentaram a pressão sobre Ciro. Ainda o apoiamos, mas o tempo dele está passando e nós precisamos decidir logo, disse o líder do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP).

Campos disse que o partido não aceitará interferência. Todas as decisões que vamos tomar internamente serão em comum acordo com o companheiro Ciro Gomes, até porque as decisões que cabem ao PSB tomar quem vai tomar é o PSB.

PSB vai empurrar para março definição sobre candidatura de Ciro à Presidência

O PSB vai tentar empurrar para março a definição sobre a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) à Presidência da República. Apesar da pressão do Palácio do Planalto para que Ciro anuncie a saída da corrida presidencial nos próximos dias, integrantes do partido argumentam que a legenda tem autonomia para decidir o futuro da candidatura nos próximos meses.

O PT promete pressionar o PSB esta semana para que Ciro aceite disputar o governo de São Paulo, com o apoio dos petistas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem encontro marcado com o presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), na quarta-feira em Pernambuco, do qual Ciro pode também participar – se encerrar as férias que tiveram início no final de 2009.

No PSB, porém, o clima é de não ceder às pressões do PT por nenhuma definição neste momento. “O nosso prazo é março. Essa pressão, a gente não sentiu. Não tem solicitação formal do PT. O PSB vai decidir no seu tempo”, disse o líder do PSB na Câmara, deputado Rodrigo Rollemberg (DF).

O deputado, um dos articuladores da candidatura de Ciro, afirma que o partido deve avaliar com cautela qual o melhor caminho a seguir nas eleições presidenciais – se lança candidatura própria ou se apoia a pré-candidata do PT, ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

“A prioridade da candidatura do Ciro é manter o projeto do presidente Lula. Temos a tese de que duas candidaturas [da base governista] é melhor do que uma. A opinião do presidente é importante para definir o melhor caminho a trilhar”, afirmou Rollemberg.

No PMDB, que caminha para se tornar o principal aliado de Dilma nas eleições de outubro, o sentimento é de que a unificação da base aliada é fundamental para garantir a eleição da petista.

“O PSB tem legitimidade de lançar qualquer candidato, mas temos que unir a base governista. É uma posição interna do PSB. O deputado Ciro Gomes é importante em qualquer eleição, mas a decisão partidária será tomada pelo PSB”, disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

FOL

Incoerências do Brasil

Paulo_Skaf_e_Lula[1]O Brasil tem incoerências que só quem mora aqui consegue entendê-las. Mesmo assim, algumas são tão cabeludas que até para os brasileiros – já acostumados a tudo – fica difícil compreender. É o caso da filiação de Paulo Skaf no PSB. Como pode o presidente das indústrias do estado mais rico do país entrar para um partido socialista?

É a pergunta que fica. Como pode?

Geraldo Alckmin e os Felipinhos

Felipinho é uma dessas figuras menores que habitam o submundo da política paulistana. Aonde tem um figurão ou aspirante a cargo de relevância, lá estará ele para ser o bobo da corte, o carregador de mala ou aquele idiotinha que leva bronca do chefe e acha engraçado. Sempre que houver alguma disputa ele nunca se posicionará e ficará em cima do muro até o cenário se materializar. Por falar em puxa-saco, lembramos imediatamente de Andrea Matarazzo, e o engraçado é que assim como Andrea Matarazzo tem os seus menudos, Geraldo Alckmin tem os seus felipinhos.

O PSDB é um partido famoso por esse tipo de ave política. O caso mais emblemático é de José Reis Lobo, atual Presidente do PSDB/SP. Ficou em cima muro o quanto pode na disputa entre Alckmistas e Tucanokassabistas, quando viu que o barco estava pendendo para Alckmin resolveu declarar juras de amor ao candidato e a candidatura própria.

Porém os arroubos Lobbistas pararam por ai, pois após levar uma bronca resolveu tirar férias por três meses durante a campanha eleitoral de 2008, e, pasmem, só reapareceu no segundo turno, justamente, para declarar apoio a ninguém menos que Gilberto Kassab. Surpreendente, não?

Túnel do tempo: Quando Geraldo Alckmin saiu do Palácio pra se candidatar a presidência em 2006, felipinho fez de tudo pra se manter no cargo de Assessor da Imprensa Oficial do Estado, onde nunca bateu cartão, mas o Dr. Lembo não topou. Daí, esse felipinho percebendo que iria perder a sua boquinha no palácio resolveu sumir com todos os relatórios de atendimentos dos parlamentares no Palácio inclusive ao ponto de apagar todos os computadores e sumir com um PC do palácio, mas isso não posso confirmar. O Dr. Lembo, então, ficou extremamente irritado e além de exonerá-lo, ameaçou mandá-lo para a corregedoria do estado além de determinar busca e apreensão do material do governo que estava em seu poder, mas a turma do deixa disso entrou em campo. Continue lendo

Ciro mantém aberta a porta que leva à disputa de SP

Josias de Souza – Blog do Josias

Ciro Gomes (PSB) vende-se como candidato ao Planalto. Mas, tomado por seu último movimento, só deve ser levado a sério até certo ponto. O ponto de interrogação.

Natural de Pindamonhangaba (SP), Ciro fez-se na política do Ceará. Mas está na bica de virar a maçaneta que conduz à disputa do governo de São Paulo.

O PSB, partido de Ciro, informa que seu pseudopresidenciável vai transferir o domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo.

O endereço paulista não retira Ciro do tabuleiro presidencial. Mas, ao levar o título de eleitor para passear em São Paulo, o candidato pisca.

Lula sempre quis arrastar o PSB para dentro da coligação de sua candidata. Por isso, vinha tentando empurrar Ciro para a disputa de São Paulo.

Há coisa de dois meses, num jantar servido por Lula no Alvorada, Ciro torcera o nariz para São Paulo. Mas a cúpula do PSB ficara de analisar a demanda.

Discute daqui, articula dali, chega agora o anúncio da transferência de domicílio. Eis o que diz o secretário-geral do PSB, Renanto Casagrande (ES):

“Já tomamos a decisão de o Ciro disputar a Presidência. A transferência é apenas para se colocar à disposição do partido”.

Ora, se a decisão já foi tomada, por que diabos o partido quer que Ciro fique à disposição? Ouça-se mais um pouco de Casagrande:

“O PSB achou que deveria deixar todas as alternativas abertas, mas a decisão é a candidatura à Presidência”.

De novo: se decisão houvesse, não seria necessário –muito menos conveniente— deixar “todas as alternativas abertas”.

A porta aberta autoriza aliados como o deputado Paulo Pereira da Silva, presidente do PDT-SP, a pronunciarem frases como essa:

“Ele passa a ter um plano B, de sair candidato em São Paulo. Vai testando seu nome e, lá na frente, analisa se a candidatura à Presidência se viabilizará”.

De concreto, por ora, apenas uma evidência: Ciro, sempre tão loquaz e peremptório, piscou.

De resto, o capitalista Paulo Skaf, que, na véspera, sentara praça no PSB com ganas de concorrer ao governo de São Paulo deve estar perguntando aos seus botões:

“Dou uma pirueta ideológica, viro um neosocialista e, decorridas menos de 24 horas, já me puxam o tapete?”

O PT e seu candidato importado

O sonho do PT é conquistar o governo do estado de São Paulo. Não é nem um sonho, é mais que isso, é uma necessidade. O mais perto que já chegaram foi a prefeitura da Marta Suplicy, que perdeu a reeleição e a eleição em seguida.

Com a principal estrela vermelha no estado queimada, o PT só tem uma alternativa dentro do partido para disputar o governo estadual ano que vem. Mas mesmo essa alternativa, que atende pelo nome de Antonio Palocci (ex-ministro da Fazenda do Lula), não tem grandes chances de sequer chegar ao segundo turno. O nome dele ainda é relacionado ao escândalo da quebra do sigilio bancário do caseiro Francenildo Costa. Pesa contra o ex-ministro também o fato de estar ligado, e bem próximo, do governo à época do Mensalão. Sobra ao PT uma única saída: a importação de um candidato.

O alvo da vez é Ciro Gomes, ex-ministro do Lula e atualmente deputado federal pelo PSB. Ciro nasceu em Pindamonhangaba, mas se criou como homem e como político em outra parte do país. Ex-governador do Ceará, ele é irmão do atual governador, o Cid. Ciro parece ser um homem de família, apegado aos valores e tradições. Coloco aqui embaixo para vocês verem um vídeo dele cumprindo seu papel e defendendo o irmão, acusado de viajar com a sogra para o exterior às custas do erário.

Essa decisão do PT levanta diversas questões, mas de todas, a principal e que me tira o sono é essa: o partido está mesmo tão queimado e frágil que precisa importar um candidato, de outro estado e de outro partido, só para não passar vergonha? Não sei. O que vocês acham?